Complicações da diabetes: aprenda a evitar AVC e infartos

Sumário

Atualizada em 12/12/2022

Algumas complicações da diabetes a longo prazo são o AVC e  infarto do coração. Estas duas condições também  representam a  maior  causa de mortalidade entre as pessoas com a doença. São decorrentes de  lesões  nos grandes vasos sanguíneos, por isso são classificadas de macro vasculares. Dentre estas complicações podemos citar doenças que acometem o cérebro; doenças que acometem o coração e doenças que afetam a circulação das extremidades do corpo, conhecida como a doença arterial periférica. 

A hiperglicemia é o que vai desencadear as complicações macro vasculares na  pessoa com diabetes. Isto porque a  glicose elevada no sangue provoca lesões nos vasos, dando origem  a  placas de ateroma que, com o passar dos anos, obstruem a passagem do sangue. E é por este motivo que a aterosclerose na pessoa com diabetes é mais acelerada e acontece mais cedo quando comparadas com pessoas sem a doença. 

Outros fatores fatores de risco que também contribuem para o desenvolvimento destas complicações na pessoa com diabetes são:  a obesidade, a dislipidemia (desregulação do nível de gordura na corrente sanguínea), o tabagismo, o sedentarismo ,a alimentação inadequada,  o estresse e a hipertensão arterial.

Como o açúcar elevado prejudica os vasos sanguíneos

A toxicidade da glicemia vai provocar disfunção do endotélio, o tecido que reveste a parede das artérias e  inibir ou reduzir a produção do óxido nítrico. O óxido nítrico, produzido no endotélio vascular,  tem uma função vasodilatadora, o  que permite uma excelente perfusão (passagem) sanguínea . Quando a parede dos vasos se tornam espessas  o espaço (lúmen da artéria) para passagem do sangue fica diminuído e, portanto,  comprometido.

O óxido nítrico também tem uma função protetora pois inibe o início da formação da aterosclerose, doença que começa com a agregação de células formando uma placa dentro do vaso sanguíneo, conhecida como placas de ateroma. Essa placa, ao contrário do que se pensa, se forma na camada interna do vaso e não propriamente dentro do vaso sanguíneo.  Com o tempo,  a placa começa a ficar mais espessa estreitando os vasos. Quanto menor a passagem do sangue no lúmen da artéria, maior será a dificuldade de oxigenar e nutrir órgãos e células.

 Nas pessoas com diabetes as placas de ateroma são mais frágeis,  pois têm mais gordura na sua composição e por isso há mais risco que se rompa liberando coágulos que podem afetar o coração, o cérebro e o pulmão, causando complicações graves. 

Quando a artéria das pernas ficam obstruídas, temos a doença arterial periférica que se manifesta por dor ao caminhar ou claudicação intermitente. Geralmente a dor melhora quando a pessoa pára de andar ou fica em repouso. Essa dor é decorrente do aporte insuficiente de oxigênio para o músculo funcionar. 

 Complicações da diabetes: aprenda a evitar AVC e infartos

A causa primária da lesão nos grandes vasos sanguíneos que podem causar infartos e AVC é  hiperglicemia persistente.  A hiperglicemia geralmente  é silenciosa e pode acontecer diversas vezes ao longo da vida de uma pessoa com diabetes.  

As hiperglicemias não só causam lesões nos vasos, mas  contribuem para a maior  necessidade de medicação.  Com o tempo,  a produção de insulina pelo pâncreas diminui e a resistência à ação da insulina pelas células aumenta. Tudo isso  dificulta o controle da glicose: ou seja, descompensa a diabetes. 

Portanto, o  melhor caminho para prevenir complicações é fazer um controle da glicemia, ou seja, fazer uma auto gestão eficiente da doença. Isso só é possível  através de mudanças no estilo de vida.

Tão importante quanto usar a medicação prescrita pelo médico é mudar os hábitos alimentares e priorizar alimentos pobres em carboidratos, fazer exercícios físicos e gerir o estresse,  cuidar das emoções e da espiritualidade. Esse conjunto de práticas formam o alicerce da autogestão eficiente da diabetes.

Diabetes – Como a familia pode ajudar

É muito complicado para pessoas com diabetes fazerem sozinha a gestão auto eficiente da doença. Essa gestão inclui controle da glicemia, uso da medicação, mudanças  na alimentação, prática de exercício físico e gestão do estresse. As mudanças que permitem maior qualidade de vida e longevidade na pessoa com diabetes devem ser adotadas por toda a família. Todos saem ganhando  e vivem com muito mais saúde!

Alimentação

Os  almoços e saídas de  fins de semana,  as festas de confraternização, aniversários, feriados, férias, viagens são situações que requerem maior consciência alimentar.   Todas estas ocasiões, induzem a ingestão de  uma quantidade exagerada de alimentos, o que  vai provocar excesso de glicose no sangue.  É geralmente nestes períodos,  que a pessoa com diabetes tipo  ou familiares  “fecham os olhos”.  Quando a família passa a ser parte do tratamento todos se alimentam bem e ninguém tem pico de açúcar no sangue!

Exercício físico

O exercício físico facilita  a entrada da glicose para dentro das células. Por isso ele ajuda a diminuir a resistência insulínica, situação que está presente na diabetes tipo 2, mas que também pode ocorrer na  diabetes tipo 1. permite uma aceleração do metabolismo, o que contribui para perda de peso e controle do colesterol e triglicerídeo. Também aumenta a imunidade importante para evitar infeções de repetição. Importante buscar orientação profissional.

Gestão de emoções

Não “existe uma diabetes de causa emocional”,  mas as emoções podem descompensar a diabetes.  Isso por  que a ansiedade e depressão levam a uma desvalorização do próprio autocuidado e, como consequência,  ao descontrole  da  diabetes.  Quem vive sob constante estresse, tem picos de glicemia, pois hormônios envolvidos no estresse, como cortisol e  adrenalina favorecem o aumento de glicose no sangue. Portanto gerir emoções e investir na espiritualidade permitirá uma saúde mental e emocional mais equilibrada,  o que ajudará na gestão da diabetes.

 

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